sexta-feira, 28 de maio de 2010

Precisamos falar em afetividade....


Na EaD, muitas instituições se preocupam pouco com relações afetivas, até tradicionalmente mantém mecanismos de controle de poder sócio-educacional que bloqueiam quaisquer formas de interações “de coração pra coração” (Figura 1). Geralmente as instituições se preocupam e investem muito mais nas tecnologias de comunicação e na qualidade estética dos produtos e serviços oferecidos. A evasão em cursos de EaD , ou mesmo nos presenciais, tem vários motivos (Maia, Meirelles e Pela, 2004), mas certamente é fruto de ações apenas mecanicistas, sem preocupação com as relações criadas entre o aluno, seus colegas e professores.

Na EaD, muitas instituições se preocupam pouco com relações afetivas, até
tradicionalmente mantém mecanismos de controle de poder sócio-educacional que
bloqueiam quaisquer formas de interações “de coração pra coração” (Figura 1).
Geralmente as instituições se preocupam e investem muito mais nas tecnologias de
comunicação e na qualidade estética dos produtos e serviços oferecidos. A evasão em
cursos de EaD , ou mesmo nos presenciais, tem vários motivos (Maia, Meirelles e Pela,
2004), mas certamente é fruto de ações apenas mecanicistas, sem preocupação com as
relações criadas entre o aluno, seus colegas e professores.

Segundo Braga e Franco (Braga e Franco, 2007) “Um princípio básico para o desenvolvimento da inteligência emocional na sala de aula é o respeito mútuo pelos sentimentos dos outros e, para tanto, é necessário que o tutor saiba como se sente e seja capaz de comunicar abertamente suas sensações e sentimentos.” Esta postura requer coragem do educador visto não ser fácil comunicar abertamente emoções, sensações e sentimentos. A causa é o medo de se expor, de parecer ridículo, de ser percebido como frágil.

Consideramos a gestão emocional educacional uma prática mais complexa do que conhecer e reconhecer sentimentos humanos básicos em palavras (ditas ou escritas), ações, intenções e omissões. Se as emoções são importantes para a aprendizagem é necessário vivenciá-las. Desde que nascemos, vivenciamos infinitos sentimentos, que vão sendo nomeados como diferentes grupos de emoções. Porém não há na escola práticas de como aprender com elas. Normalmente, há experiências de convivência em um grupo social (família, escola, trabalho) que nos causam sentimentos de alegria, de elevação da auto-estima que procuramos repetir e outros que nos causam medo, dor, angústia, que procuramos evitar. Comportamento não é cartesiana visto que o processo envolve o outro.

As emoções são normalmente vivenciadas em períodos de curtíssima duração, mas podem
influenciar tanto a aprendizagem, geralmente associada a processos mais longos. Ocorre que na emoção de 1 minuto se vive a glória da descoberta ou a frustração da derrota pela incapacidade momentânea e estes sentimentos podem alavancar ou frear a motivação e curiosidade em aprender mais. Além disso, as emoções vivenciadas marcam o “espaço” (físico ou virtual), que passa a refletir, como a sempre fazer lembrar tais sentimentos.

A afetividade, entendida como promotora de emoções facilitadoras da aprendizagem, pode ser estimulada em um grupo social. Na medida do equilíbrio entre a diversidade do próprio grupo, ou seja, dadas as diferenças de “dinâmicas humanas” e seus valores intrinsecamente construídos ao longo do tempo, pode-se estimular relacionamentos aceitos como cordialidade, afeição e ética grupal, o que promove a aprendizagem na perspectiva da sócio-interação. Todavia, fora do contexto do grupo, as demonstrações emotivas podem esvaziar-se em significado e significância.
A consideração das emoções nos processos de ensino-aprendizagem a distância deve incluir: (a) criação de motivos significativos à pessoa humana no início, meio e fim das atividades individuais e colaborativas; (b) o fortalecimento de laços de afetividade e cumplicidade na superação de desafios de aprendizagem individual e coletiva; (c) o reconhecimento e a valorização aberta das emoções e ‘lições aprendidas’ com o grupo e com a vida (testemunho pessoal).
Muitas vezes o professor é direcionado a só dar respostas intelectuais, sem demonstrar preocupação em entender o aluno e suas necessidades individuais. O aluno, por sua vez, quando é tratado apenas como "mais um", adota atitudes individualistas e comportamentos não-cooperativos. A solução para mudar este quadro é conhecer a história do aluno, saber como incentivá-lo, motivá-lo e mudar da história para o presente. Com base no conhecimento do aluno, cabe aos educadores provocar desequilíbrios (sejam cognitivos, emotivos, psicomotores ou sociais) (Uller, 2006). Os alunos serão, então, levados a reagir, na medida em que constroem significados. Isto se dá em função do processo de comunicação utilizado, das características de
personalidade e experiências já vivenciadas. O processo reverso ocorre simultaneamente
nas interações entre educandos e educadores.
Para comunicar sentimentos em EAD (com alunos e professores “desencarnados”), é preciso que se crie o senso de comunidade e que se dê espaço para a vida pessoal e comum (Pallof & Pratt, 2002). Para tal, é importante a criação de uma “personalidade eletrônica” – ou seja, a pessoa que nos tornamos quando estamos on-line (Jones, 1994), visto que as pessoas podem utilizar a comunicação (principalmente por computador) como meio de inventar novas “personas” e recriarem suas identidades ou para fazerem combinação de ambas. A forma como fazem isto afeta a rede de relações na comunidade de aprendizagem.

Para a existência da personalidade eletrônica alguns estudos apontam serem necessários elementos no processo de ensino-aprendizagem, quais sejam, (a) criação de uma imagem de privacidade tanto no espaço de comunicação quanto no sentimento interno de que se possui tal atributo no ambiente virtual; (b) capacidade de lidar com questões emocionais pela forma textual; (c) capacidade de criar uma imagem mental do parceiro durante o processo comunicativo; (d) capacidade de criar uma sensação de presença on-line por meio da personalização do que é comunicado.

Para tornar isso possível é preciso adotar determinados comportamentos, como por exemplo, (a) o processo avaliativo não deve ser meramente quantitativo, isto é, não acompanhe só a nota e a freqüência, mas suas dificuldades, o seu desenvolvimento, levando em consideração a sua história; (b) que se gaste o tempo com auto-avaliação em conjunto com os alunos, tais como: estes recursos que estou usando estão funcionando para você? Estão gostando do ritmo e formato da aula?; (c) que desde o começo do curso, deixar claro para o aluno a importância dessa relação personalizada; (d) não fazer promessas do que não consegue cumprir.

Percebemos que o tratamento dado aos alunos em um curso na modalidade EaD, por vezes tenta ser afetuoso, porém com manifestações de pouca aproximação. Compreendemos que a afetividade não se resume apenas a manifestações de carinho físico ou mesmo elogios superficiais, com o qual destacamos algumas qualidades do indivíduo. A importância da postura, da dedicação, afetividade e do senso de pertencimento a uma comunidade são fundamentais para o trabalho pedagógico.

A afetividade e a inteligência são complementares na evolução psíquica. Ambas possuem funções definidas e integradas devendo ser consideradas na atuação docente. Um líder-educador cativa seus liderados comunicando suas emoções e correndo riscos. Em educação a distância, essencial é considerar as diferentes dinâmicas humanas na criação dos desafios investigativos individuais e colaborativos, partindo-se, sempre que possível, das motivações emocionais das pessoas e do grupo considerado. A pesquisa sistemática ainda comprovará aquilo que já se conhece empiricamente de longa data em educação: que é mais gostoso aprender (e ensinar) com quem a gente gosta!

sábado, 22 de maio de 2010

Interação mediada por computador

Em educação a distância pode motivar a esta comunicação valorizando seu conhecimento e da interação humana, passando as praticas educacionais online a ter valores nas atividades,projetos na forma mais adequada a conhecer maior seus conhecimentos de fato as redes informáticas vieram transformar e ampliar nosso desenvolvimento no dia-a-dia , abordando a comunicação,relacionamento a se aperfeiçoar,exercitando o manuseio das tecnologias.
O estudo da interação entre pessoas e computadores é uma matéria multidisciplinar que relaciona diversas ares de conhecimento manipulando computadores.
O desempenho humano no uso de computadores e de sistemas de informação tem sido uma área de pesquisa e de desenvolvimento que muito se expandiu nas ultimas décadas que são poderosas ferramentas computacionais na análise de dados coletados.
Este método de educação é uma das portas abertas para a crescimento profissional no processo ensino-aprendizagem.
Eu considero a EAD um recurso que oportuniza a formação de pessoas , professores capacitando para que possa medir melhor a educação tecnológico em sala .Ouso das novas tecnologias,computadores, como a grande rede de Internet , tendo uma grande rede de ferramenta de pesquisa , quanto a leitura pode ser diferenciado em certos aspectos, articulando e integrando outras mídias.( Vanusa A. Machado ).

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Interações em sala de aula

Em minhas navegações pela internet encontrei vários sites com artigos sobre os assuntos que tratamos nesta disciplina e nas outras também, abaixo um pequeno trecho de um dos artigos que li:

“Nada acontece em educação sob pressão, o aluno deve confiar e respeitar seu professor para que as práticas que ele propõe em sala de aula tenham sucesso e atenda o anseio das duas partes envolvidas. E para que esse sucesso ocorra o professor precisa ter um vínculo afetivo para que se possa compreender as necessidades e o comportamento dos alunos, bem como suas limitações.
“A interação profesor-aluno só é positiva quando a necessidade de ambos é atendida, quando há uma cumplicidade, quando os interlocutores são parceiros de um jogo; o jogo da linguagem, do diálogo, que é algo fundamental. É casar interação com conversação”. (CHALITA, 2002).
E nesse contexto vêm para auxiliar, infinitamente, a interação mediada por computador que abre horizontes, indaga, traz o mundo para a sala de aula em um piscar de olhos, é necessário admitir um novo olhar para a interação mediada por computador. Assumindo que a educação é um ato de intervenção no mundo (Freire, 2001).”



A continuação desse artigo está no site www.desafiopedagogico.com
Aconselho a leitura!

Katiusa
Colegas e professores, sugiro para leitura o texto abaixo, muito bom. Mostra-nos o outro lado da "moeda", aborda a questão de como alguns professores, que ainda não dominam as tecnologias, se sentem diante destas. Boa leitura!!!

PROFESSOR X TECNOLOGIA

Vivemos no mundo em que a tecnologia tornou-se um fator essencial para a nossa vida, já não conseguimos nos imaginar sem um aparelhinho para nos controlar, seja o relógio, o celular, o vídeo o ipod, e assim por diante.

Na educação, isso não é diferente. È computador, data show, lousa magnética, notebook em sala de aula e outras coisas mais. Diante disso um ator essencial do processo de ensino aprendizagem, que é o professor foi para a berlinda, e a todo momento se ouve, se lê, se fala impulsivamente, de que se o professor não se modernizar não poderá acompanhar o desenvolvimento tecnológico. Professores excelentes, que contribuíram na formação de vários profissionais, de repente porque não usam um computador ou qualquer tecnologia moderna, pouco importa se porque não gostam, ou não sentem necessidade de utilizar, são marginalizados, às vezes até ridicularizados diante de seus colegas, por não optarem por essa nova forma ou essa nova maneira de ver a aprendizagem.

Eu me pergunto, porque isso agora?. Exatamente no momento em que se fala tanto de ética, de respeito aos direitos individuais e coletivos da pessoa humana?

Por outro lado, os avanços tecnológicos são tão rápidos que é impossível, mensurar se os resultados para o processo de ensino aprendizagem estão alcançando o que preconiza a Lei que rege a educação nacional quando diz: o ensino terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. (LEI 9394/96 Art.32).
Revistas especializadas em educação são categóricas ao afirmar que o momento necessita de um novo professor, um professor que saiba lidar com as novas tecnologias, por que um novo aluno surgiu para transformar a educação, um aluno que já nasce lidando com a tecnologia. E ai, onde fica a experiência, os anos de estudos deste profissional, o conhecimento acumulado ao longo dos anos, tudo isso foi de água a baixo, apenas porque não sabe ou não quer lidar com aparatos da modernidade.

Precisamos evoluir, acompanhar o desenvolvimento tecnológico, mas não podemos de forma alguma, jogar todas as fichas de um só vez, numa coisa que ainda não faz parte de pelo menos um quantidade expressiva da população. Há coisas mais urgentes. E nada pode sobrepor o respeito à dignidade humana.

Diante disso, convido-lhes a pensar um pouco. Quantas crianças em idade escolar têm acesso à internet no Brasil? Quantas escolas estão habilitadas a receberem computadores? Estão às escolas munidas de bibliotecas, salas de aulas, espaço físico para a criança se desenvolver suas habilidades físicas? Quantos professores recebem a atenção devida a sua profissão, tendo acesso à qualificação em serviço, local adequado para preparar suas aulas, apoio dos gestores às suas iniciativas? Quantos profissionais da educação recebem apoio, moral, psicológico, jurídico e até social, por parte dos órgãos competentes? Quantos professores recebem os cumprimentos por parte dos pais, alunos ou colegas no dia dedicado a ele ou final das atividades letivas?

Professor, não deve ser reverenciado porque os profissionais um dia, receberam dele alguma instrução, nem é o único culpado pelo fracasso do aluno. Seja ele um preceptor, esteja em sua cátedra ou mediador, sempre contribui, assim como outros profissionais para construção de um mundo melhor.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O professor na sociedade em rede

Olá pessoal, gostaria de dividir com vocês a riqueza conceitual deste vìdeo.

Ah, também dizer que fique feliz em conseguir postar ele com ajuda de minha tutora presencial Márcia.

Um abraço, Martinha.

domingo, 16 de maio de 2010

Nova contribuição

Olá Colegas,

como minha área de prática é o ensino de línguas, sugiro para consulta um novo link com um artigo da professora Vera Menezes. O artigo está intitulado: Pesquisa sobre interação e aprendizagem de línguas mediadas pelo computador.
Aqui o endereço: http://www.veramenezes.com/cmc.htm

Uma ótima leitura a todos!
Abraços,
Fabrícia

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Vamos lá!

Seguidores,

Precisamos efetivar nossa participação no blog.

Vamos em frente!

Graziela